Campo Erê / Justiça - 14 de Março de 2018 - 18h29

​Ex prefeitos de duas cidades da comarca de Campo Erê são denunciados na “operação patrola”

Imagem Ilustrativa

A Promotoria de Justiça, denunciou em decorrência das investigações desenvolvidas na Operação Patrola, dessa vez nos Municípios de São Bernardino e de Santa Terezinha do Progresso, ambos da Comarca de Campo Erê, duas ações de improbidade administrativa, uma contra o ex-Prefeito de São Bernardino, Waldir Walker, e outra contra o ex-Prefeito deSanta Terezinha do Progresso, Itacir Detofol, tendo a Justiça determinado o bloqueio de mais de 800 mil reais dos investigados.

No caso do Município de São Bernardino, o então Prefeito Waldir Walker, em 2011, comprou uma retroescavadeira, em uma licitação fraudada, pelo valor de R$ 234.500,00. No entanto, o valor médio de venda dessa mesma máquina pela empresa envolvida no esquema era de R$ 180.000,00. Dessa forma, houve um prejuízo aos cofres públicos de R$ 54.500,00, sendo 20 mil reais pagos como propina ao Prefeito.

Em relação ao Município de Santa Terezinha do Progresso, o então Prefeito Itacir Detofol, em 2012, comprou duas retroescavadeiras, em uma licitação igualmente fraudada, pelo valor de R$ 247.250,00 cada. No entanto, o valor médio de venda dessa mesma máquina pela empresa envolvida na fraude era de R$ 200.000,00. Ou seja, houve um prejuízo aos cofres públicos de R$ 94.500,00, sendo 60 mil reais pagos como propina ao Prefeito.

Durante as investigações, verificou-se que a corrupção era generalizado nos Municípios de Santa Catarina, e ocorria por meio de direcionamento de licitações. Um representante da empresa entrava em contato com o Prefeito de determinado Município e entregava a ele uma descrição de quais características da máquina a ser comprada deveriam ser exigidas na licitação, para que apenas uma marca conseguisse atendê-las, como a força de desagregação da conha frontal e ângulo negativa de transporte. Dessa forma, com a restrição do caráter competitivo do processo licitatório e diante do acordo para o pagamento de propina, o valor da compra era superfaturado.

Os sócios da empresa envolvida também foram processados, e todos responderão pelos atos de improbidade administrativa e pelos crimes praticados.

As ações foram realizadas com a colaboração do Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público de Santa Catarina - GEAC.

Processos n. 0900039-94.2017.8.24.0013 e n. 0900041-64.2017.8.24.0013.

Fonte: MP-SC

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