Cunha Porã / Animais - 24 de Outubro de 2017 - 09h55

​Bombeiros capturam Jararaca no interior de residência

Foto: CBM

Foi na tarde de sábado 21, o corpo de bombeiros de Cunha Porã, foi acionado para captura de animal peçonhento, que havia invadido uma residência no bairro Kempfer, naquela cidade.

Ao chegar no local os bombeiros encontraram a cobra em baixo do sofá da sala e foi localizada depois que a mãe foi pegar um brinquedo que uma criança havia deixado cair.

Ao pegar o brinquedo, ela percebeu algo estranho e ao verificar atentamente viu a serpente de aproximadamente um metro.

A serpente conhecida popularmente de Jararaca Cruzeira, Jararaca Pintada ou Jararaca de rabo branco, foi recolhida e levada a uma área de mata distante da cidade e residências rurais.

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Bothrops neuwiedi, popularmente conhecida como jararaca-cruzeira, jararaca-pintada, boca-de-sapo, bocuda, jararaca-do-rabo-branco, jararaquinha, rabo-de-osso, tirapeia e urutu, é uma espécie de serpente da família Viperidae. Endêmica do Brasil, pode ser encontrada na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É uma serpente de até 1,15 metros, possui coloração variável entre cinza, marrom ou pardo de acordo com a subespécie, com manchas triangulares escuras, margeadas de claro, e indivíduos jovens com a ponta da cauda branca.

Seu veneno tem ação proteolítica. Todas as serpentes do grupo Bothrops, quando injetam o veneno, produzem sintomas semelhantes: no local da picada, sempre há dor, com aumento progressivo; a região afetada começa a inchar gradativamente e surgem manchas róseas (avermelhadas) ou cianóticas (azuladas ou arroxeadas); a seguir, surgem bolhas, que podem conter sangue no interior. Quando as reações locais se tornam mais intensas, aparece febre e podem ocorrer infecções secundárias. Nas ocorrências graves, é possível surgir vômitos, sudorese e desmaio. Nos casos benignos, o sangue coagula; já nos casos graves, torna-se incoagulável de 30 a 60 minutos depois da picada. Em situações mais severas, há perigo da queda da pressão sanguínea, com possibilidade de colapso periférico.

Todas as serpentes tem sua importância ecológica no ambiente em que vivem. Geralmente, não são avistadas em ambientes urbanos, porém, em busca de alimento ou abrigo, já que seu ambiente natural encontra-se cada vez mais alterado, acabam se aproximando de áreas urbanas. E é ai que mora o perigo. Ao sentirem-se ameaçadas, acontecem os acidentes ofídicos.

Ao se deparar com uma serpente, evite acidentes e não tente capturar ou matar o animal. Mesmo especialistas, na dúvida, consideram qualquer espécie como peçonhenta (venenosa).

Fonte: Campoere.com

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